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01/07/2018 Pe. Jairo de Matos Fonseca sdb Festas litúrgicas Pedro e Paulo, baluartes da Igreja
Pedro e Paulo, baluartes da Igreja.
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"Pedro tem a missão de governar a Igreja. (...) Paulo tem o carisma da criatividade missionária."

A Igreja celebra hoje, a festa de São Pedro e de São Paulo, os dois Apóstolos que Jesus escolheu para implantar no mundo, a sua Igreja. São dois Apóstolos com carismas bem diferentes, mas complementares. Justamente por isso, Deus lhes atribuiu missão e responsabilidades distintas.

Pedro (Rocha) tem a missão de governar a Igreja. É o último responsável pela identidade da Igreja. É ele quem dá à Igreja a segurança e a garantia de ser a Igreja fundada e querida por Cristo.  

Paulo tem o carisma da criatividade missionária. É o responsável pela expansão e pela criatividade na Igreja.

Esses dois carismas podem, às vezes, entrar em conflito, de acordo com o enfoque teológico que lhes é dado. Aconteceu com São Pedro e São Paulo (Conf. Gl 2, 11-14). Hoje acontece um pouco, com a Teologia de Roma e outras reflexões teológicas. Será que isto é um mal na Igreja? Não. São as diferenças que fazem a Igreja caminhar e crescer.

O mesmo que aconteceu na Igreja, com os carismas de Pedro e de Paulo, pode acontecer numa diocese ou numa paróquia. O Responsável último pela diocese (o bispo) ou pela paróquia (o pároco) podem ter um discurso ou uma visão de mundo e de sociedade diferentes daquilo que a comunidade espera deles. Há um debate e, assim, a Igreja de Cristo vai crescendo e aperfeiçoando seu agir no mundo.

O importante é que exista um equilíbrio tanto no SER (Igreja vista como instituição ou como comunidade de fé) como no AGIR (Igreja como comunidade evangelizadora e pastoral). Quando é colocada muita ênfase na Igreja como instituição podem ocorrer, entre outros, os seguintes desvios:

Clericalismo: Neste caso a Igreja é vista de forma piramidal. O povo está na base da pirâmide, sem voz e sem vez. O clero usa uma roupa (batina) muito diferente da roupa que o povo usa. Não convive com o povo e anda em busca de status.

Legalismo: É dada muita importância à lei, à norma e às rubricas. A autoridade é supervalorizada, pois é ela quem garante a lei e a normalidade. O povo não participa. Não existe espaço para nenhum tipo de criatividade.

Triunfalismo: A Igreja é dona da verdade, mesmo em campo científico (Galileu é condenado injustamente). É uma Igreja madame. Não se mistura. Ensina e orienta, sem conhecer ninguém. Ao povo cabe aprender e obedecer.

Quando acentuamos em demasia o lado comunitário da Igreja incorremos no risco de outros erros. Um deles é o perigo de se perder a tradição. As comunidades podem transformar-se numa espécie de clubes fechados ou pequenas Igrejas. O perigo do fundamentalismo e do fanatismo é grande. É dada mais importância a uma oração do grupo que à celebração da Eucaristia. Já não se leva a sério a autoridade. Não existe interesse pelos documentos de Roma nem da diocese.

Iríamos longe se fôssemos falar do perigo de desvios no AGIR da Igreja. Aí as distorções podem ser ainda mais graves. E elas estão acontecendo. Como estão sendo valorizados e vivenciados, por exemplo, os sacramentos da Penitência e do Matrimônio?

Não queremos nem pensar nisto, pois temos medo de ficar apavorados com a dimensão do problema! Que Pedro e Paulo nos iluminem! Amém.

Pe. Jairo de Matos Fonseca sdb

jairo@salesiano.br

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